Conheça 7 famosos casos de roubos de livros!

Para alguns, é insanidade. Para outros, um ato compulsivo. Tem gente que faz por dinheiro, enquanto outros fazem por amor. O ato de roubar livros sempre foi e está ficando cada vez mais comum e frequente: desde o momento no qual você pega um livro emprestado e não o devolve, até roubar coleções raras e revendê-las para colecionadores. Conheça, na lista abaixo, alguns casos de roubos de livros que entraram para a história, e entenda um pouco mais sobre o universo por trás do universo literário:

 

1- 

Stephen Blumberg talvez seja o bibliomaníaco mais famoso da história. Ao longo de sua vida, roubou mais de 23.600 livros, os quais valem, no total, mais de cinco milhões de dólares. Blumberg acreditava piamente estar salvando-os da destruição. Mesmo roubando artigos em antiquários e revendendo-os, nunca vendeu nenhum de seus livros. Ele já foi preso, mas desde que foi liberado continua praticando suas artimanhas.

 

2-

O teólogo e bibliotecário Elois Pichler fabricou um casaco especial para poder roubar os livros em uma biblioteca pública de São Petersburgo: colocando-os dentro do forro, o qual continha um espaço especial para armazená-los. Quando foi pego, em 1871, já tinha roubado 4.000 livros, sendo muitos deles raros. Foi condenado ao exílio na Sibéria, mas felizmente levou seu casaco consigo.

3-

Alguns diriam ser um crime parcial. Afinal, Farhad Hakimzadeh não levava um livro inteiro, levava somente as páginas que lhe interessavam. Hakimzadeh era descrito como um homem de negócios, escritor, além de colecionador de livros raros. Porém, isso não o impediu de arrancar páginas determinadas de certos livros raros do acervo de bibliotecas britânicas, chegando a 150 no total. Entre elas, um mapa no valor de 45 mil dólares.

Algumas pessoas simplesmente possuem o dom de escolher a página favorita do livro, não é?

4-

Lambeth Palace Library, fundada em 1610, tinha como principal objetivo expor os documentos históricos da Igreja Inglesa. Foi, também, palco de vários roubos. Cerca de 1.400 obras raras desapareceram de suas prateleiras. Os funcionários sabiam que alguns livros sumiram desde os anos 1970, porém pensaram ser menos de uma centena de livros. Mas, em 2011, descobriu-se que todas as obras estavam escondidas em um sótão em Londres, informação dada por alguém associado à biblioteca, no entanto o autor dos furtos continua foragido e a polícia continua sem rastros.

5-

E quando a sua paixão pelos livros é tanta que acabam fazendo um livro contando a história? Esse é o caso de John Charles Gilkey, o qual chegou a adquirir cerca de 200 mil dólares em livros e manuscritos raros, pagos com cartões de crédito roubados e cheques sem fundo. Gilkey, antes empregado da loja Saks Fifth Avenue, em São Francisco, nos EUA, tomou uma identidade nova – que exalava cultura e sofisticação. Ele cercou-se de primeiras edições das obras de Nabokov, Mark Twain, e de outros autores, para alimentar sua fantasia. O jornalista Allison Hoover Bartlett escreveu sobre o caso em “The Man Who Loved Books Too Much: The True Story of a Thief, a Detective, and a World of Literary Obsession. “

6-

Uma punhalada nas costas dos antiquários foi descobrir que um dos seus surrupiou uma coleção de títulos raros para benefício próprio. David Slade roubou 68 títulos de uma biblioteca familiar. Em vez de catalogar toda a coleção, ele separava as obras mais raras para si e depois as vendia em leilões. Quando pego, alegou problemas financeiros como justificativa.

7-

Conhecidos como The Romm Gang, nome dado por conta de um dos integrantes, Charles Romm, era um grupo em Nova Iorque especialista nos roubos de livros. As obras eram removidas do acervo das bibliotecas públicas da cidade e eram revendidas por preços altíssimos para estimados colecionadores, os quais não tinham ideia da procedência delas. Uma das mais raras obras adquiridas pelo grupo foi uma cópia cobiçada da obra Al Aaraaf, Tamerlane and Minor Poems, de Edgar Allan Poe. A reação dos funcionários da biblioteca foi retirar os livros mais valiosos de suas estantes, reforçar a segurança, além de marcar as obras de forma que seja de difícil remoção, para facilitar a identificação da procedência das mesmas. Um investigador especial da biblioteca, William Bergquist, pegou o caso e conseguiu prendê-los.

Pode-se analisar o roubo de livros por várias vertentes. Digo que, em minha opinião, os livros primeiramente nem deveriam ser vendidos, afinal, conhecimento não tem preço. Porém, tudo é uma questão de ponto de vista, então compartilhe o seu conosco.

Fonte: Literatortura

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